<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4240566244741687367</id><updated>2011-07-08T01:28:34.161-07:00</updated><category term='moleiro'/><category term='FAOJ'/><category term='farinha'/><category term='etnografia'/><category term='moega'/><category term='Enxoé'/><category term='Guadiana'/><category term='rodízio'/><category term='Serpa'/><category term='moinho'/><title type='text'>atempadamente</title><subtitle type='html'>Da Grécia deram-nos a entender que os habitantes da região de Connistorgis poderão ser os antepassados remotos, pré-romanos, dos alentejanos da região de Beja. Com tempo havemos de chegar a essa crucial identificação. Alguma indiferença e o cansaço do povo mostram, provavelmente, a condenação a que foi sujeita a sua memória ancestral. Há que ler nas entrelinhas de um "palimpsesto". Os etnolinguistas e os arqueólogos talvez possam esclarecer melhor as raízes deste povo...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paxivlia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paxivlia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Calandrónio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03350168153328132943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HmTMx2QMI/AAAAAAAAAY8/HZgBjbfgkME/S220/retrato+a+pintar+1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4240566244741687367.post-8905531060877325298</id><published>2010-09-18T07:20:00.000-07:00</published><updated>2010-09-18T07:20:30.607-07:00</updated><title type='text'>Entre a ermida de São Lourenço e a Toca da Galeana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TJTKfduAq6I/AAAAAAAAAgw/9EH5sdpbwHY/s1600/localiza%C3%A7%C3%A3o+galiana.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TJTKfduAq6I/AAAAAAAAAgw/9EH5sdpbwHY/s320/localiza%C3%A7%C3%A3o+galiana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre a ermida de São Lourenço, situada no alto de um esporão rochoso, no extremo sudeste da freguesia de Pedrógão, concelho da Vidigueira, e os íngremes penedos da Toca da Galiana, no extremo noroeste da freguesia de Brinches, concelho de Serpa, corre agora mais lento, num longo percurso sinuoso, o rio Guadiana (ver ilustrações). Não será um local idílico, do género paradisíaco, como um jardim entre muros, fórmula física quase inalterável destinada a proporcionar a felicidade na Terra, com os olhos postos no Céu, mas é um sítio especial, bastante singular, sob as vertentes paisagística, geológica e histórica. Felizmente o paredão da barragem de Pedrógão quedou-se a montante, ainda visível, porém, suficientemente longe para não macular a estranha beleza geográfica e o espírito do lugar, intenção propositada de que duvidamos, embora se reconheçam as preocupações culturais, cada vez mais frequentes e exigentes, que têm vindo a acompanhar os grandes empreendimentos, nomeadamente da EDIA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estória da Toca da Galiana é descrita (VIANA, Abel – “Notas históricas, arqueológicas e etnográficas do Baixo-Alentejo. In Arquivo de Beja. Beja: C.M.B., 1948. Vol.V, pp.3-62) como a lenda de uma moira que ali procurou refugio e eremitério para os seus desgostos de amor - se a lenda não é assim, anda lá perto. Afinal, como uma forte corrente que une a lenda à verdade, no Alentejo, quase já não há tempo nem espaço para conter os desaires do coração, quanto mais para tratá-los. Veja-se, em Moura, a moira Salúquia, que abriu as portas ao seu suicídio, depois de as ter aberto ao inimigo julgando que era o amado; veja-se, de Beja, partindo de uma freira, Mariana Alcoforado, a sua paixão sem limite, exposta indiscretamente ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que a Toca da Galiana, ou melhor, os vários rochedos sobrepostos e justapostos, com vãos entre si como se dessem acesso a grandes cavernas, elevados a mais de vinte metros, sobre a margem esquerda do Guadiana, podem originar milhentas histórias, todavia, existem provas de que, além dos homens actuais, medievos e romanos, também o homem pré-histórico conheceu as vantagens e a segurança que a natureza lhe proporcionava e utilizou-a, por vezes adaptando-a à sua necessidade. Não é por acaso que os arqueólogos referem a permanência ao longo do rio de comunidades humanas pré-históricas, do final do paleolítico, utilizando artefactos semelhantes aos da região do Languedoc, no sul de França (Cf. Exposição arqueológica da Colecção Fernando Nunes Ribeiro, no Museu Regional de Beja. 2º piso).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A água do rio era a fonte da vida, e ainda é, era o local de convergência de todos os seres vivos, garantia de sobrevivência das espécies. Ao longo de milénios os locais que a possuíam eram, sob determinadas circunstâncias geográficas, locais sagrados, produto de uma dialéctica precoce entre o homem e a natureza. Ainda hoje, o ambiente paisagístico que tentamos descrever, é cercado, na margem esquerda, por megalitos naturais, fantásticos maciços rochosos de volume e formato variados, retratando bem o papel escultórico que a erosão provocou quando o rio se espraiava numa cota mais elevada há muitas centenas de milhares de anos. Do mesmo modo, na margem direita, a de Pedrógão (a sua origem toponímica não deixa duvidas quanto à matéria prima da região), defronte da Toca da Galiana, subsistem grandes formações rochosas (mais sacrificadas há alguns anos pela exploração de várias pedreiras) e, também, vestígios da ancestral ocupação humana. Mais para sul e temporalmente mais próximo de nós, distingue-se a ermida de São Lourenço, o santo cujo martírio passou pelas grades incandescentes de uma fornalha, indício da sacralização cristã de um lugar onde, provavelmente, se identificaram escórias de fundição metalífera do cobre e do ferro, as quais pertencerão a um povoado da Idade do Ferro (c.800-200 a.C.). Ventura bem mais antiga do que a dos vestígios deste povoado será um conjunto de incisões, aparentemente de procedência humana, aberto nas penedias que emergem neste local do Guadiana, a montante da foz da ribeira de Odearça e dos moinhos de Besteiros e da Abóbada, e a jusante da Toca da Galiana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A garganta estreita do Guadiana, apertada entre rochedos, é o sinal geológico de uma enorme catarata de um curso de água persistente, que ao fim de milhões de anos, entre a Galiana e S. Lourenço, anulou a sua queda, suavizando e uniformizando o seu leito, e espraiando-se por fim, aquando das cheias, na extensa e rica lezíria que originou. Podemos provavelmente observar aqui um dos fenómenos de encurtamento do rio, chamado cut-off, pois as características orográficas do contorno da lezíria parecem indicar a supressão de um canal mais antigo do rio. Enfim, este pequeno percurso do Guadiana é, como vimos, um local de eleição para os mais diversos estudos, da natureza à história. Sobre a margem esquerda subsiste o que parece ter sido um abrigo pré-histórico e, na direcção de Pedrógão, laboram ainda fornos artesanais para produção de carvão, cuja combustão lenta e incompleta, liberta novelos de fumo acinzentado e branco, de mistura com o cheiro a lenha queimada, envolvendo de maior mistério, principalmente ao entardecer, a ancestralidade do lugar. Os afloramentos rochosos ganham vida na nossa imaginação, enquanto uma réstia de luz vai desaparecendo e acentuando o abismo entre as duas margens. Por fim, as grandes massas pétreas desaparecem totalmente… na Toca da Galiana, no “abrigo pré-histórico”, encontrando o escuro e a solidão. A “estrela” da tarde, Vénus, paira sobre o pequeno santuário de S. Lourenço e a Lua cheia indica-nos o caminho de regresso. Que nostalgia de lugar…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Leonel Borrela&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿ &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TJTKSz1HuKI/AAAAAAAAAgo/ouf0R9Br8cg/s1600/des+toca+galiana.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TJTKSz1HuKI/AAAAAAAAAgo/ouf0R9Br8cg/s320/des+toca+galiana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4240566244741687367-8905531060877325298?l=paxivlia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paxivlia.blogspot.com/feeds/8905531060877325298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4240566244741687367&amp;postID=8905531060877325298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/8905531060877325298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/8905531060877325298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paxivlia.blogspot.com/2010/09/entre-ermida-de-sao-lourenco-e-toca-da.html' title='Entre a ermida de São Lourenço e a Toca da Galeana'/><author><name>Calandrónio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03350168153328132943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HmTMx2QMI/AAAAAAAAAY8/HZgBjbfgkME/S220/retrato+a+pintar+1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TJTKfduAq6I/AAAAAAAAAgw/9EH5sdpbwHY/s72-c/localiza%C3%A7%C3%A3o+galiana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4240566244741687367.post-2418400106433952174</id><published>2010-05-28T13:52:00.001-07:00</published><updated>2010-05-28T14:00:46.239-07:00</updated><title type='text'>Um milagre em S. Pedro de Pomares, Baleizão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TAAtR4HXaBI/AAAAAAAAAd4/ZMy6zn78lp4/s1600/Capela+de+Sao+Pedro+de+Pomares+-+Baleizao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 258px; FLOAT: left; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476426932026828818" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TAAtR4HXaBI/AAAAAAAAAd4/ZMy6zn78lp4/s200/Capela+de+Sao+Pedro+de+Pomares+-+Baleizao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Dos reis e rainhas da Idade Média europeia, nomeadamente de Portugal, contam-se tantas histórias surpreendentes que, por vezes, não se distingue com nitidez a separação entre a verdade e a lenda. O nosso primeiro rei poeta, lavrador e bastante instruído, D. Dinis, foi protagonista, segundo a tradição, de um acontecimento sui generis em terras do Alentejo, região bravia que no seu tempo nem tampouco era ainda conhecida como de Entre Tejo e Odiana a prolongar-se até ao Reino do Algarve. Nesse tempo o território era grande, pouco populoso, coberto de matas e quase não havia caminhos transitáveis e seguros, sendo os cursos de água mais apropriados para viajar do que as vias romanas há muito abandonadas.&lt;br /&gt;D. Dinis, andou por terras de Beja, nos confins da freguesia de Baleizão, adjacentes às de Pedrógão e de Selmes, no concelho da Vidigueira. Hoje reconhece-se no local a persistência da ocupação humana desde a antiguidade, pois são várias as estações arqueológicas dos períodos pré-histórico, romano e paleocristão, por escavar e é natural que muitos dos montes e quintas actuais – Cegonha, S. Pedro, Rabadoa, Lamarim e Paço Inchado, entre outros - se localizem sobre outros restos urbanos do período islâmico e do início do domínio português. Mas falemos do milagre e do local que o comemora.&lt;br /&gt;Se do tempo de D. Dinis pudéssemos datar com precisão os milagres das Rosas e o seu, evocador de S. Luís, bispo de Tolosa, talvez compreendêssemos melhor a razão porque fechou o rei os olhos à provisão que sua santa mulher, D. Isabel, distribuía entre os pobres. Se deixou passar, em primeiro lugar, o milagre das Rosas, criou, como contrapartida (estas coisas não se sabem, imaginam-se), as condições para sobreviver ao ataque fatal que mais tarde o poderia ter condenado. Se o milagre que o salvou foi anterior ao milagre das Rosas, então percebemos melhor o seu fechar de olhos ao “desvio” virtuoso dos bens da fazenda real e chegarmos à feliz conclusão de que um milagre nunca vem só – como diz, aliás, o adágio popular: Fazer bem sem olhar a quem ou Mãos que dão mãos que recebem.&lt;br /&gt;Conta-se assim: Andava o rei numa das suas muitas montarias, em Novembro de 1294, entre pequenas florações rochosas, mato e chaparral, para os lados de S. Pedro de Pomares, no lugar de Belmonte, na margem esquerda da ribeira de S. Pedro que desagua na ribeira de Odearça, afluente do rio Guadiana, quando o seu cavalo se ergueu tão rapidamente e de tal modo assustado que o projectou violentamente no solo. Passado aquele momento, o monarca recobrou o sangue frio e tentou assenhorear-se da situação e o que viu ainda o estarreceu muito mais, à sua frente sobre as patas traseiras, um enorme urso pardo que gesticulava grossas patas dianteiras de unhas afiadas, aprestando-se, via-se-lhe nos olhos sanguinolentos e nos urros ensurdecedores que emitia, para lhe dar o golpe fatal. O cavalo, ferido, pôs-se em fuga, os súbditos, embora não muito afastados, viam gorados os seus esforços para protegerem o rei, pois o local, apesar de plano, era mesmo um embrenhado matagal de cobertura arbórea dispersa e arbustiva. Mas D. Dinis, sem tempo para desbravar o terreno, não esteve com poesias e, antes que a besta o atacasse, tomou ele valentemente a dianteira. Invocou, em seu auxílio, o nome de S. Luís, bispo de Tolosa, recobrando um ânimo e uma força tão desmesurada, para um homem normal, que de um só golpe certeiro, desferido com o seu punhal, prostrou de imediato o animal, ferido de morte – milagre!&lt;br /&gt;Em honra de tal milagre mandou sua majestade construir uma capela na igreja do extinto convento de S. Francisco (actual Pousada), na cidade de Beja. Dessa capela, dedicada a S. Luís, já nada existe, pois a igreja foi totalmente reformada no século XVIII. Todavia, no local do milagre, deixou-nos o rei, segundo reza a tradição e a história, a ermida de S. Pedro de Pomares, construção que conserva ainda na sua estrutura elementos arquitectónicos dos períodos visigótico e posteriores, dos séculos XIII e XIV. Os próprios capitéis do nártex do templ&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TAAtcA3yPZI/AAAAAAAAAeA/wu_sx_7DgEE/s1600/Pilastra+esquerda+do+portal+ogival.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 146px; FLOAT: right; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476427106176089490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TAAtcA3yPZI/AAAAAAAAAeA/wu_sx_7DgEE/s200/Pilastra+esquerda+do+portal+ogival.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;o de nave única são peculiares pelas cabeças invertidas e barbadas que ostentam. A volumetria actual do edifício aponta para reformas parciais realizadas nos séculos XVI e XVII, de feição maneirista. Porém, a data de 1716, é a que se refere numa sepultura onde jazem os últimos benfeitores do templo. No interior destaca-se ainda, embora de feitura seiscentista ou setecentista, um quadro a óleo sobre tela alusivo ao dito milagre “S. Luís salvando o rei D. Dinis do ataque do urso”.&lt;br /&gt;No lado sul e sudoeste da ermida ainda se vêem as casas de apoio aos romeiros, lavradores e todo povo da região, que em número copioso concorriam na devoção a S. Luís, então também venerado em capela própria na herdade da Rabadoa que no século XVIII havia sido a cabeça do morgadio dos Tomazes, os benfeitores da ermida de S. Pedro.&lt;br /&gt;Recordando os sinais deixados pelo corcel de D. Fuas Roupinho no extremo do promontório sobre o mar da Nazaré, também na proximidade de S. Pedro se podem observar, sobre a rocha da nascente da Fonte de S. Luís, as “patas gravadas” do cavalo de D. Dinis, afinal, apenas sinais dos homens do neolítico que devem ter conhecido mais ursos do que o rei divinamente protegido, além outras espécies animais hoje praticamente extintas. Em Portugal extinguiram-se por volta dos séculos XVII ou XVIII e algumas noticias que os dão como vistos nos séculos XIX ou XX têm a ver com as migrações temporárias originárias do norte de Espanha, país onde as áreas da cordilheira Cantábria e dos Pirinéus protegem as poucas dezenas de ursos ainda existentes na península ibérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonel Borrela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Esta crónica veio publicada a pp.35-38 do Boletim Informativo da Federação Alentejana de Caçadores, nº11, de Maio de 2006. Uma revista de qualidade, de distribuição gratuita, que não aparece há algum tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4240566244741687367-2418400106433952174?l=paxivlia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paxivlia.blogspot.com/feeds/2418400106433952174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4240566244741687367&amp;postID=2418400106433952174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/2418400106433952174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/2418400106433952174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paxivlia.blogspot.com/2010/05/um-milagre-em-s-pedro-de-pomares.html' title='Um milagre em S. Pedro de Pomares, Baleizão'/><author><name>Calandrónio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03350168153328132943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HmTMx2QMI/AAAAAAAAAY8/HZgBjbfgkME/S220/retrato+a+pintar+1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/TAAtR4HXaBI/AAAAAAAAAd4/ZMy6zn78lp4/s72-c/Capela+de+Sao+Pedro+de+Pomares+-+Baleizao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4240566244741687367.post-1670808465820760955</id><published>2010-01-28T08:33:00.000-08:00</published><updated>2011-04-03T23:57:38.948-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Enxoé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guadiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etnografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moleiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Serpa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rodízio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FAOJ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moega'/><title type='text'>Serpa, o moinho do Cubo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2G-4XaViBI/AAAAAAAAAX8/ggZoZqQH7dM/s1600-h/capa+public+1979.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431832501151959058" src="http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2G-4XaViBI/AAAAAAAAAX8/ggZoZqQH7dM/s200/capa+public+1979.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 333px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 270px;" /&gt;&lt;/a&gt; “Contribuição para o estudo etnográfico dos moinhos do Guadiana”, pequena brochura publicada, em 1979, pelas Delegação Distrital do FAOJ e Casa de Cultura de Beja, foi não só, no âmbito das ciências sociais, a primeira tentativa séria de um começo e proposta de levantamento do património cultural do rio Guadiana, como também o fruto do trabalho de uma profícua equipa&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4240566244741687367#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;[1]&lt;/a&gt; que integrou, então muito mais jovens do que nós, Armando Galvão, Francisco Mosca, Jorge Amador e José M. Barnabé.&lt;br /&gt;Tudo tem um princípio, tal como a secção emergente de Etnografia, constituída no final de 1978, sob a orientação de José Parreira Cortez, homem de cultura polifacetada – político, ensaísta, etnógrafo, artista plástico – a quem se deve a coordenação científica desse estudo preliminar que, infelizmente, para o concelho de Beja, não teve continuação… e já passaram quase trinta anos.&lt;br /&gt;O estudo do moinho do Cubo, situado no concelho de Serpa, na margem esquerda da ribeira de Enxoé, a cerca de 550m da foz desta na margem esquerda do rio Guadiana, deveu-se ao seu bom estado de conservação e à circunstancia, já bastante rara, de ainda se encontrar em funcionamento.&lt;br /&gt;Era, portanto, decisivo aproveitar tal acontecimento, estudá-lo e transmiti-lo aos vindouros, através da metodologia adequada, conforme se pode ler na introdução (p.6): “A execução do trabalho orientou-se da seguinte maneira: depois de se terem exposto na introdução as razões determinantes da escolha do assunto (como se fez atrás), num&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2G_atd6sgI/AAAAAAAAAYE/6TUqD_PP2og/s1600-h/perspectivas+moinho+do+cubo+copy.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431833091188109826" src="http://4.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2G_atd6sgI/AAAAAAAAAYE/6TUqD_PP2og/s200/perspectivas+moinho+do+cubo+copy.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 383px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 338px;" /&gt;&lt;/a&gt; primeiro capítulo traça-se sucinto enquadramento histórico-social da acção molineira, dando nota da importância económica de que se revestia. No capítulo seguinte, relacionam-se todos os moinhos, ou seus vestígios, assinaláveis no percurso do rio Guadiana e dos seus afluentes, na área do Distrito de Beja, dando-se a sua localização através de carta geográfica. Já no terceiro capítulo procura-se fazer, a traços largos, uma descrição pormenorizada do moinho típico, particularizando, em concreto, o funcionamento do moinho do Cubo, situado próximo da foz da ribeira de Enxoé, afluente do rio Guadiana. O glossário dos termos utilizados, relativo às componentes do moinho e à actividade moageira na região, com que se termina este breve estudo, justifica-se pela importância que o elemento linguístico ocupa em trabalhos desta natureza, designadamente para avaliar graus de aculturação. Todos os termos foram recolhidos directamente e sujeitos a confirmação.”&lt;br /&gt;O estudo refere a origem remota da actividade moageira ligada aos regimes dos rios e dos ventos, destacando a sua importância na economia medieval, nomeadamente a partir do século XII. Destaca os forais régios, registos notariais e da fazenda, entre muitos outros documentos existentes, por exemplo, nos arquivos municipais, a exigirem pesquisa urgente, onde abundam referencias ao papel económico desempenhado pelo moinho. Aborda os campos cerealíferos do Alentejo, a navegabilidade do rio Guadiana, excepto na área do Pulo do Lobo, e a solidez dos moinhos, cujas forma, dimensão e técnica construtiva, permitiram, até há pouco mais de 50 anos, a sua funcionalidade durante séculos. Da página 14 em diante descreve-se o seu funcionamento, onde, numa primeira fase, o saber de experiência feito, sempre aliado à economia de meios&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4240566244741687367#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;[2]&lt;/a&gt;, habilitava o construtor, depois de analisadas as características do local, na escolha do melhor posicionamento do moinho face à disposição do açude, muro que ampara a água e que, pela sua dimensão e estruturas afins, condiciona tudo o resto. Contudo, estes moinhos do Guadiana, bastante sólidos, de grossas paredes abobadadas, diferem do moinho do Cubo, quase uma vulgar casa com telhado, justaposta e assente no sistema hidráulico, este, sim, desde a levada até ao poço e câmaras (poços é o nome correcto) dos &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HArkHZoOI/AAAAAAAAAYc/LPslGnBj1qU/s1600-h/elementos+2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431834480247152866" src="http://3.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HArkHZoOI/AAAAAAAAAYc/LPslGnBj1qU/s200/elementos+2.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 200px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 143px;" /&gt;&lt;/a&gt;rodízios, um notável trabalho de engenharia (provavelmente pop&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HBbbozdUI/AAAAAAAAAYs/5puOMZvnYFs/s1600-h/elementos+3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431835302605059394" src="http://4.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HBbbozdUI/AAAAAAAAAYs/5puOMZvnYFs/s200/elementos+3.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 200px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;ular).&lt;br /&gt;Dois desenhos ilustram, agora, em substituição de algumas das fotografias que integram o trabalho original, dois alçados do moinho: um, das “traseiras”, com duas condutas de água - vindas de uma extensa levada com cerca de 2km - sendo uma, a da direita, para enchimento do poço (2m de diâmetro x 3m de profundidade) destinado a proporcionar um poderoso jacto, concentrado pela setia, sobre as penas do rodízio, cujo movimento rotativo é solidariamente transmitido à mó superior através de um sistema constituído pela pela e pelo veio; a outra conduta, a da esquerda, canaliza a água, por um plano muito inclinado (45º), a alta velocidade, em direcção a outro poço de rodízio que acciona outro par de mós. Os outros desenhos ajudarão o leitor na compreensão do que for insuficientemente explicado.&lt;br /&gt;Rodízio (roda hidráulica que tem lugar no poço sob a casa do moinho), conjunto de mós e moega (reservatório de cereal, alimentador das mós) (cf. pp.20-21), são alvo de descrição técnica pormenorizada. Os materiais utilizados nas mós, granito e mármore, sendo mais caro este, compensava, todavia, pela maior duração e qualidade da farinha. Através do olho da mó superior corria a ritmo certo (sincronizado pelo cadelo) os grãos de trigo provenientes da moega. O moleiro estava sempre atento à temperatura da farinha, procedendo com frequência à sua apalpação para avaliar da maior ou menor compressão e esmagamento dos grãos entre as duas mós. Se a farinha aquecia excessivamente, deteriorava-se e ficava com mau gosto, pelo que a solução seria subir a agulha, aliviando as mós (no trabalho publicado vem, como solução, descer a agulha, que é o contrário desta operação. Um engano arreliador que não prejudica de modo algum o excelente estudo).&lt;br /&gt;A moega, reservatório do cereal, de formato tronco piramidal quadrangular, encaixa numa grade chamada burra, suspensa do tecto e da parede, por esticadores, e submete a sua preciosa funcionalidade (como se fizesse parte de um micro processador) às vibrações transmitidas pelo cadelo, aos saltitos sobre a mó de cima, à quelha (outra peça em suspensão a exigir correcções de inclinação através da palmatória) que por sua vez alimenta de grãos o olho da mó. Quando o trigo começa a faltar na moega entra em funcionamento a sirene chamada boneca: uma bóia de cortiça, posicionada no fundo da moega, à falta de trigo, solta-se, o fiel inclina-se e o chocalho de tiras de ferro, mais pesado, vai cair sobre a mó em movimento e tilintar fortemente até o moleiro ouvir e reabastecer o sistema. Elementar: umas ripas de madeira, arames (antes seriam cordas de sisal, de linho, ou outras, além de tiras de cabedal), muitos pontos de apoio, alavancas, sensibilidade e séculos de experiência.&lt;br /&gt;Uma outra operação, considerada a mais trabalhosa para o moleiro é a da picadura. A superfície de trituração das mós não dura sempre, desgasta-se, pelo que é necessário proceder com frequênc&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HBMWbKnMI/AAAAAAAAAYk/Lkg4oHaTWSQ/s1600-h/utens+desmontagem+m%C3%B3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ia à sua picadura. Não haverá grande problema com a mó fixa que está sobre o poiso; mas já não é tão fácil, além de desmontar a mó de cima, que chega a pesar 700 ou 800&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HAY14eaYI/AAAAAAAAAYU/kle_8WpRc3Q/s1600-h/elementos+1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431834158598875522" src="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HAY14eaYI/AAAAAAAAAYU/kle_8WpRc3Q/s200/elementos+1.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 268px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 218px;" /&gt;&lt;/a&gt;Kg, virá-la ao contrário, para que a face de trabalho fique devidamente posicionada para ser picada. O moleiro inventou um método, uma sequência de procedimentos com os instrumentos adequados, que lhe permitem sozinho desmontar, virar e picar as mós. Levanta um lado da mó com a alavanca, coloca-lhe uma cunha, repete esta operação até puder colocar sob a mó duas roletas (rolos). A mó rola sobre a outra, para um dos lados e, com uma alavanca entalada no olho, o moleiro fá-la descair lentamente na vertical. A seguir, com a ajuda da mesma alavanca, a mó vai assentar, virada ao contrário, sobre o cavalo e a espera previamente posicionados. Então, com um ferro de tempera dura, o moleiro procede à picadura das mós, sempre testando a sua aspereza e a regularidade do trabalho. Quando as mós voltam a funcionar, há que realizar uns ajustes; a primeira farinha moída, vem com muitos resíduos de pedra, pelo que não se aproveita, dá-se aos animais.&lt;br /&gt;Não se pretendeu reproduzir letra a letra o conteúdo das 28 páginas deste valioso estudo, o qual necessita de uma revisão atenta, destinada a eliminar algumas gaffes e imprecisões técnicas. Apesar de não constarem quaisquer dados bibliográficos (somente uma fonte primária&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4240566244741687367#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;[3]&lt;/a&gt;, mas que não diz respeito ao moinho do Cubo), a lacuna não é importante dado que os trabalhos desta natureza se autentificam sobretudo através de entrevistas e da experiência directa e quotidiana&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4240566244741687367#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;[4]&lt;/a&gt;. A obra merece uma nova edição com texto melhorado e mais documentação iconográfica.&lt;br /&gt;Na freguesia de Quintos, no concelho de Beja, há, a 3000m para sudeste, um moinho similar ao do Cubo. Situado na margem esquerda da ribeira de Cardeira, também a 550m da sua foz na margem direita do rio Guadiana, é conhecido como a Azenha do Poço (um poço em tudo semelhante ao do moinho do Cubo), conservando ainda as poderosas estruturas das condutas, levada (já muito incompleta, arruinada, e em parte desaparecida, provavelmente, sob as obras da linha do caminho de ferro Beja-Moura) e a casa das mós. Segundo a Carta Corográfica de Portugal, escala 1:50000, as coordenadas Gauss são: P-109,9; M-239,7; Z-55.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BORRELA, Leonel - "Iconografia Pacense - Serpa, o Moinho do Cubo" in &lt;em&gt;Diário do Alentejo de (data exacta a colocar). Cf. &lt;/em&gt;&lt;span class="f"&gt;&lt;cite&gt;&lt;span style="color: #0e774a;"&gt;web.me.com/ie.msa/Moinhos-de-Agua.../page2.html&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;span style="color: #767676;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4240566244741687367#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;[1]&lt;/a&gt; Deixe o nosso leitor passar uma pontinha de vaidade pela colaboração técnico-artística que então lhe dedicámos. Nesta crónica apenas acrescentámos os dois desenhos perspécticos gerais do moinho: o alçado das condutas de água provenientes da levada, visto da antiga estrada Beja-Serpa, e o lado contrário, por onde se escoa a água e se acede aos rodízios.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4240566244741687367#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;[2]&lt;/a&gt; Justiça seja feita ao nosso saudoso amigo professor Jerónimo Aiveca que tantas vezes nos alertou, desde o tempo do Centro de Juventude, em Beja, corria o ano de 1973, para a vantagem material (que se reflectia no físico e no espiritual) que havia em realizar o que quer que fosse de um modo prático e funcional, com economia de meios.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4240566244741687367#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;[3]&lt;/a&gt; Trata-se da reprodução de um Tombo de 1577 (Cf. p.7) , versando um contracto e trespasse dos Moinhos da Cardeira, entre a condessa da Vidigueira, D. Guiomar de Vilhena e o Convento de Nossa Senhora das Relíquias.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4240566244741687367#_ftnref4" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;[4]&lt;/a&gt; Já não está entre nós, mas foi o senhor António Maria Diogo, moleiro e proprietário do moinho do Cubo, que mostrou e explicou à equipa de estudo os segredos do seu moinho. Bem haja.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4240566244741687367-1670808465820760955?l=paxivlia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paxivlia.blogspot.com/feeds/1670808465820760955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4240566244741687367&amp;postID=1670808465820760955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/1670808465820760955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/1670808465820760955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paxivlia.blogspot.com/2010/01/serpa-o-moinho-do-cubo.html' title='Serpa, o moinho do Cubo.'/><author><name>Calandrónio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03350168153328132943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HmTMx2QMI/AAAAAAAAAY8/HZgBjbfgkME/S220/retrato+a+pintar+1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2G-4XaViBI/AAAAAAAAAX8/ggZoZqQH7dM/s72-c/capa+public+1979.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4240566244741687367.post-7116138993093149645</id><published>2009-09-07T20:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T21:04:08.541-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SqXV-xP2FMI/AAAAAAAAAOU/_DWRX0b-z-M/s1600-h/castelo+1949.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 275px; FLOAT: right; HEIGHT: 284px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378940604312327362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SqXV-xP2FMI/AAAAAAAAAOU/_DWRX0b-z-M/s320/castelo+1949.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vinhetas de uma “viagem” em 1949&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado Novo patrocinou, através do Conselho Nacional de Turismo, em colaboração com a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, a edição de uma revista destinada a divulgar a sua actividade e a cultura portuguesa. A revista de turismo “viagem”, sob a direcção do seu proprietário, Carlos D`Ornellas, já ia no décimo ano de publicação, quando, no Verão de 1949, dedica por inteiro as suas quarenta páginas, de tiragem extraordinária, à cidade e ao distrito de Beja. Homenageava também, em simultâneo, o governador civil, sr. dr. Quirino dos Santos Mealha, valorizando os seus cinco anos de exercício.&lt;br /&gt;É próprio do conteúdo destas revistas a existência de publicidade privada, contudo, dados os patrocínios oficiais, ela é mínima e quase não se sente. A colaboração também não afecta grande número de entidades. Com dez anos de residência em Beja e 53 de idade, Abel Viana assina um dos seus melhores trabalhos sobre o Museu Regional de Beja, sobre a sua história e riqueza ímpar do acervo museológico. Depois, como resultado da pesquisa realizada pela redacção, inicia-se um périplo pelas terras do Baixo Alentejo, fazendo a justiça possível às suas riquezas económica e cultural: sucedem-se Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Cuba, Mértola, Moura, Odemira, Ourique, Serpa e Vidigueira. Ferreira do Alentejo e Castro Verde não constam. A documentação fotográfica é boa, com alguns bons clichés de Zambrano Gomes. Por fim, dos escritores alentejanos, uma breve antologia (aliás, brevíssima): uma carta de Soror Mariana (que não foi escritora, embora as suas cartas alcancem os pergaminhos literários); o enterro de D. Luís, por Fialho de Almeida (de “Os gatos”) e de Brito Camacho, do seu livro “Nas horas calmas”, um extracto sobre Fialho de Almeida e a recepção da notícia da sua morte.&lt;br /&gt;E só agora é que vamos entrar no tema desta crónica: as vinhetas, pequenos desenhos de feição decorativa, quase estilizados, que se colocam, normalmente, no fim de um texto (quando não da página) fazendo a sua separação com o seguinte. Nos primórdios do livro (séculos XV para XVI) utilizavam-se as xilogravuras (gravura sobre madeira), depois as gravuras sobre metal (calcografias, águas-fortes, ponta-seca, água-tinta), mais tarde, as litografias (sobre calcário), até que chegamos ao século XX que permite, mercê da descoberta da fotografia, no século anterior, a impressão de zincogravuras, processo já ultrapassado pelo offset e pela recente tecnologia informática.&lt;br /&gt;Ora, as pequenas vinhetas que ornamentam a “viagem”, foram impressas por zincogravuras, denunciando a sua temática um encadeamento perfeito com o mundo rural. Logo de início surge a Torre do Castelo de Beja, como centro desse mundo; depois, intercalando os textos: uma vara com seu pastor, seguida da ceifa, da apanha da azeitona, do monte, do churrião, da chaminé e do aguadeiro. As vinhetas, além de animarem a revista, ofereciam ao leitor um cortejo etnográfico das várias actividades económicas e dos usos e costumes da região do Baixo Alentejo, retrato da identidade e autenticidade portuguesas que se pretendia valorizar e eternizar. São pequenas obras de arte, de autor que desconhecemos (poderiam ter sido de Carlos Marques ou de Cruz Louro?), cuja finalidade era a da difusão da “propaganda das belas coisas de Portugal, que é [era] o supremo e patriótico objectivo da revista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado por Leonel Borrela no jornal Diário do Alentejo em 6 de Junho de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4240566244741687367-7116138993093149645?l=paxivlia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paxivlia.blogspot.com/feeds/7116138993093149645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4240566244741687367&amp;postID=7116138993093149645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/7116138993093149645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/7116138993093149645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paxivlia.blogspot.com/2009/09/vinhetas-de-uma-viagem-em-1949-o-estado.html' title=''/><author><name>Calandrónio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03350168153328132943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HmTMx2QMI/AAAAAAAAAY8/HZgBjbfgkME/S220/retrato+a+pintar+1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SqXV-xP2FMI/AAAAAAAAAOU/_DWRX0b-z-M/s72-c/castelo+1949.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4240566244741687367.post-9098024952508790571</id><published>2009-08-16T11:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T12:08:12.405-07:00</updated><title type='text'>O POVO E A SUA POESIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370631083016862738" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SohQg-LkPBI/AAAAAAAAANM/voOEG2RSsJU/s320/No+1.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma simples quadra popular constitui por vezes, e muito melhor do que alguns trabalhos de tese, o retrato mais fiel do temperamento e do carácter do nosso povo ( sociedade civil como agora lhe chamam os media ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das questões de amor e dos desenganos; da árdua saga do trabalho rural; das queixas veladas e "recados" ao patrão; da amizade e do orgulho de se ser quem se é , tudo distingue a poética e a filosofia próprias do povo alentejano, cujos versos memorizam as suas mais profundas raízes, sendo, por isso mesmo, de subido valor e incontornáveis nos estudos etnológicos melhor elaborados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Almeida Garrett, nas palavras de Campo Monteiro, dizia que, de bom grado, " trocaria toda a sua obra por uma dada quadra popular, descendo, ele próprio, ao seio do povo, escutando as suas trovas, inquirindo das suas lendas, auscultando minuciosamente o palpitar do seu coração"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ficam algumas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vem livrar-me com teus olhos,&lt;br /&gt;Que eu por eles me perdi;&lt;br /&gt;Dá-me a vida com teus beijos,&lt;br /&gt;Já que por eles morri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os ricos bem soubessem&lt;br /&gt;o que custa a trabalhar,&lt;br /&gt;davam da sua riqueza&lt;br /&gt;A quem a pode ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizes que as minhas mãos picam,&lt;br /&gt;Ao pé das tuas mimosas,&lt;br /&gt;Também as roseiras picam&lt;br /&gt;A quem vai colher as rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaste, não me falaste,&lt;br /&gt;Homem de pouca palavra!&lt;br /&gt;Se eu prometesse e faltasse,&lt;br /&gt;Eu de homem me desnegava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu venho não sei de aonde,&lt;br /&gt;Bradando não sei por quem,&lt;br /&gt;Chamo ninguém me responde,&lt;br /&gt;Olho não vejo ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tiver filhas no mundo&lt;br /&gt;Não fale das malfadadas,&lt;br /&gt;Porque as filhas da desgraça&lt;br /&gt;Também nasceram honradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa erva é o poejo&lt;br /&gt;Que se deita na açorda;&lt;br /&gt;Racha-me a cara com beijos,&lt;br /&gt;Tem cautela, não me morda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste dizer mal de mim&lt;br /&gt;Lá fora da minha terra;&lt;br /&gt;Ficaram-te conhecendo,&lt;br /&gt;Eu fiquei sendo quem era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à praia dos amantes,&lt;br /&gt;Embarquei, fui ter a Beja,&lt;br /&gt;Hei-de amar-te como d' antes,&lt;br /&gt;Por muitos terem inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras e as razões,&lt;br /&gt;O mal é principiá-las,&lt;br /&gt;São tantas as reflexões,&lt;br /&gt;Que o melhor é deixá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que figura faz um pobre&lt;br /&gt;Ao pé de quem muito tem?&lt;br /&gt;A pobreza e a miséria&lt;br /&gt;Não deixam brilhar ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu hei-de pôr uma loja&lt;br /&gt;D' aguardente e de café;&lt;br /&gt;Ateimar com quem ateima&lt;br /&gt;É remar contra a maré.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aguarela e texto de Leonel Borrela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4240566244741687367-9098024952508790571?l=paxivlia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paxivlia.blogspot.com/feeds/9098024952508790571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4240566244741687367&amp;postID=9098024952508790571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/9098024952508790571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/9098024952508790571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paxivlia.blogspot.com/2009/08/o-povo-e-sua-poesia.html' title='O POVO E A SUA POESIA'/><author><name>Calandrónio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03350168153328132943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HmTMx2QMI/AAAAAAAAAY8/HZgBjbfgkME/S220/retrato+a+pintar+1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SohQg-LkPBI/AAAAAAAAANM/voOEG2RSsJU/s72-c/No+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4240566244741687367.post-4157959900377881091</id><published>2009-08-05T21:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T16:53:27.085-07:00</updated><title type='text'>Beja querida</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SnpdhYjs2pI/AAAAAAAAALA/NsSFsDBeeME/s1600-h/odivelas+acorde%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 360px; DISPLAY: block; HEIGHT: 345px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366704734074624658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SnpdhYjs2pI/AAAAAAAAALA/NsSFsDBeeME/s320/odivelas+acorde%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Beja querida" é o título de uma letra que ouvimos cantar, mais de uma vez, perto de Odivelas, aquando da construção da barragem homónima, há cerca de pouco mais de 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo do local de construção da barragem, nas imediações do estaleiro, surgiu espontaneamente, entre o escasso arvoredo, um acampamento disperso de gente que procurava emprego ou uma oportunidade de negócio, dando lugar a uma feira diária onde se vendia de tudo um pouco.&lt;br /&gt;Se não havia poeira, havia lama, sem um meio-termo que se livrasse das duas. A terra era, por vezes, nos piores momentos, simultaneamente um braseiro e um dilúvio, secava na roupa e cortava os corpos, mas quase ninguém parava ou, aparentemente, se importava com as condições indignas da sua vida… a não ser quando um homem macilento tocava acordeão e cantava várias modas, principalmente a de Beja, então, ouviam-no atentos, em silêncio, fumavam um cigarro e bebiam um copo de vinho. Era um momento mágico em que a dura labuta deixava de existir. Alguns sorriam, nostálgicos; outros reprimiam as lágrimas. Uma voz clara e uns versos tão simples tinham afinal uma virtude, traziam-lhes liberdade, embora fosse uma liberdade poética.&lt;br /&gt;O muro foi subindo, a barragem fez-se, o artista improvisado desapareceu do nosso olhar, mas não a letra que cantava com tanta paixão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Beja querida&lt;br /&gt;Só a ti eu quero bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beja querida&lt;br /&gt;És o lar de minha mãe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beja a mais linda&lt;br /&gt;És a flor do meu desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beja tão bela&lt;br /&gt;A mais formosa do nosso Alentejo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonel Borrela, Beja 28 de Abril de 2006 in &lt;em&gt;Diário do Alentejo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4240566244741687367-4157959900377881091?l=paxivlia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paxivlia.blogspot.com/feeds/4157959900377881091/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4240566244741687367&amp;postID=4157959900377881091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/4157959900377881091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/4157959900377881091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paxivlia.blogspot.com/2009/08/beja-querida.html' title='Beja querida'/><author><name>Calandrónio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03350168153328132943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HmTMx2QMI/AAAAAAAAAY8/HZgBjbfgkME/S220/retrato+a+pintar+1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SnpdhYjs2pI/AAAAAAAAALA/NsSFsDBeeME/s72-c/odivelas+acorde%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4240566244741687367.post-6647999802462205385</id><published>2008-01-03T13:02:00.000-08:00</published><updated>2009-08-06T05:29:04.788-07:00</updated><title type='text'>A terra, a solidão...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SnphbR-0ZcI/AAAAAAAAALI/hnsBUWRY4tc/s1600-h/DES+CARLOS+MARQUES+C+1950.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 128px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366709027276613058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SnphbR-0ZcI/AAAAAAAAALI/hnsBUWRY4tc/s320/DES+CARLOS+MARQUES+C+1950.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A TERRA, A SOLIDÃO...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Terrenos, planuras quase totalmente despidas de vegetação arbustiva e arborícola, afeiçoados durante séculos pela inclemência do clima e pelo constante rasgar do arado, trouxeram ao Alentejo a imagem do isolamento e das longas distâncias a que se encontra, lá fora, o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Descobrir, hoje, esta terra promissora, da Barragem de Alqueva e das suas subsidiárias, do Porto Marítimo de Sines, do Aeroporto de Beja, da Mineração, do Mármore, da Cortiça, dos Lacticínios e da Agro-Pecuária, do Artesanato e das Auto-estradas, além naturalmente dos empreendimentos de Turismo Rural que proporcionam bem estar a quem deles pode usufruir, é descobrir uma terra de projectos políticos, económicos, sociais, culturais e lúdicos, em constante conflito entre o que tem e o que lhe é imposto e as suas verdadeiras necessidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;É obrigatório, como homenagem ao povo alentejano, relembrar a quem nos visita que, nesta terra agora tão procurada pelo seu pitoresco, quiçá, pelo seu exotismo, os camponeses foram mártires do trabalho árduo, e de algum modo ainda o são, nunca foram proprietários de coisa alguma, nem donos da sua própria vida e que os montes não eram de facto locais de lazer. Até de alguns lavradores se pode dizer também que a sua vida era a terra esboroada, de parca condição produtiva, de comezinho desabrochar; de outros e da sua riqueza poder-se-á dignificar a justiça do seu trato. Porém, todo esse ambiente era propício à introspecção, à intimidade com a natureza, à observação atenta –“matutada”- da contingência da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O Alentejo foi e é terra de êxodo, de saudade, desamparo e solidão. Ninguém “abandona” a sua terra se a isso não for obrigado, e, saindo dela, ironicamente contribui para a melhoria dos que ficam. Não havia nem há trabalho para todos e, para a maioria daqueles que actualmente trabalham é difícil viver e expressar com ânimo um sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Do Alentejo se pode falar de tudo: de imensidão, de fartura, de desertificação, de abandono, de beleza, de sedução, de pobreza, de tradição, de história, de emoção, das coutadas, de searas e restolho, de mondadeiras e ceifeiros, de sede e fome, de terras brancas, amarelas, vermelhas e escuras, do pegajoso das estevas de frágeis pétalas brancas e do cheiro do rosmaninho, da expectativa e da frustração.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Podemos ouvir o poeta alentejano cantar o encanto e o desencanto, como necessidade e como arte, até com graça, mas nunca com ligeireza. A sua voz, em uníssono, a todos sensibiliza e nobilita, singularizando de tal modo a coisa mais simples e comum que, por artes “mágicas”, ela se torna incomparável a qualquer outra. É verdade, o alentejano tem um condão especial para considerar belas as coisas mais vulgares e perverter-lhes o sentido ao encurtar qualquer caminho: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;é já ali&lt;/i&gt;… e não há que desanimar mesmo que não seja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Um conselho ao nosso estimado leitor: saia da cidade e ondule pelos campos o seu olhar, pare no meio deles, não precisa de guardar o rebanho, mas observe o pastor (já há poucos!) e se possível fale com ele. Verá, então, em seu redor a poesia e sentirá a solidão e o recolhimento, quase religioso, de quem sabe desde há muito o modo como o seu corpo em vida já, antes da morte, se misturou com a terra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Publicado por Leonel Borrela in &lt;em&gt;Diário do Alentejo &lt;/em&gt;de 5 de Outubro de 2007&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.45pt; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Nota: Este texto, ligeiramente modificado, veio publicado na extinta “Agenda Cultural de Beja”, nº19, de Maio de 2002, publicação da Câmara Municipal da cidade. As ilustrações são estudos do saudoso artista Carlos Marques.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4240566244741687367-6647999802462205385?l=paxivlia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paxivlia.blogspot.com/feeds/6647999802462205385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4240566244741687367&amp;postID=6647999802462205385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/6647999802462205385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4240566244741687367/posts/default/6647999802462205385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paxivlia.blogspot.com/2008/01/terra-solido.html' title='A terra, a solidão...'/><author><name>Calandrónio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03350168153328132943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/S2HmTMx2QMI/AAAAAAAAAY8/HZgBjbfgkME/S220/retrato+a+pintar+1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cy4jdaujIPY/SnphbR-0ZcI/AAAAAAAAALI/hnsBUWRY4tc/s72-c/DES+CARLOS+MARQUES+C+1950.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
